Brasil na OCDE
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Entenda mais sobre a possibilidade de entrada do Brasil na OCDE

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No início de 2020, os EUA anunciaram apoio à entrada do Brasil na OCDE. Entenda mais sobre a organização e saiba quais as vantagens de ser um membro pleno dela.

Para entender as vantagens da entrada do Brasil na OCDE é preciso, primeiro, saber o que é e qual o propósito da entidade. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico é um órgão internacional e intergovernamental com sede em Paris, França. Foi fundada em 1961, sucedendo a Organização para Cooperação Econômica Europeia. 

A OCDE é composta por 35 países membros, conta com as economias mais avançadas do mundo e alguns países emergentes. Em suma, o objetivo do órgão é promover o aperfeiçoamento de políticas públicas nas nações. O Brasil já possui relações com a OCDE desde 1990 e, atualmente, já aderiu a 82 dos 253 instrumentos normativos estabelecidos pela organização. 

Em 2020, o Brasil se aproximou significativamente da possibilidade de se tornar membro pleno da OCDE. Ao longo do processo de entrada e após sua concretização, diversos impactos positivos podem atingir a economia nacional e, consequentemente, o comércio exterior. Inteire-se sobre o tema a seguir e entenda.

Objetivos e práticas da OCDE

A OCDE possibilita a interação entre seus membros para estabelecer padrões convergentes no que diz respeito a políticas públicas. Os membros alinham os passos necessários para alavancar a capacidade de crescimento econômico e desenvolvimento dos países envolvidos. As práticas estabelecidas visam impactar as áreas de maior importância para a população. De acordo com artigo do portal Comex do Brasil sobre a OCDE, alguns bons exemplos dessas área seriam:

  • bem-estar social;
  • desenvolvimento;
  • trabalho;
  • economia digital;
  • assuntos tributários;
  • combate à corrupção;
  • educação;
  • saúde;
  • governança e meio ambiente;
  • comércio;
  • economia digital;
  • investimentos.

O Ministério da Economia divulga em sua página oficial informações sobre a estrutura organizacional da OCDE:

“A estrutura da OCDE compreende Secretariados Técnicos, Agências, Centros de Pesquisa e cerca de 30 Comitês intergovernamentais especializados em temas diversos da economia internacional e das políticas públicas (comércio, investimentos, finanças, tributação, energia, siderurgia, serviços, economia do trabalho, política ambiental e etc.), dentro de um universo de aproximadamente 200 órgãos e 240 instrumentos legais.”

Brasil como parceiro-chave da organização

  • 1990: Início da cooperação do Brasil com a OCDE.
  • 1999: Início de participação do Brasil em reuniões Ministeriais da OCDE.
  • 2007: Lançamento do programa “Engajamento Ampliado” da OCDE, com o objetivo de fortalecer sua cooperação com as cinco grandes economias emergentes (Brasil, África do Sul, China, Índia e Indonésia).
  • 2012: Brasil passa a ser considerado parceiro-chave para a OCDE. Com isso, ganha a oportunidade de: 
    • participar de seus diferentes órgãos;
    • aderir a seus instrumentos legais;
    • se integrar aos informes estatísticos;
    • solicitar revisões por pares de setores específicos do órgão. 
  • 2015: Assinatura do Acordo Marco de Cooperação Brasil-OCDE, que criou condições para o aprofundamento e sistematização das relações bilaterais.
  • 2017: Em maio, Brasil expressa oficialmente seu interesse em se tornar um membro da organização.
  • 2019
    • Em março, Brasil abre mão do tratamento diferenciado na Organização Mundial do Comércio (OMC), órgão paralelo à OCDE, em acordo com os EUA. Em contrapartida, governo estadunidense promete apoiar a entrada do Brasil na OCDE. 
    • Em outubro, EUA declara apoio às candidaturas de Romênia e Argentina. Divergência em relação a acordo com o Brasil se torna pauta em voga.
  • 2020: Em janeiro, Estados Unidos apoiam a entrada do Brasil na OCDE em reunião da organização. Com isso, governo brasileiro anuncia a criação de uma nova secretaria na Casa Civil, que seria dedicada exclusivamente ao processo de entrada do Brasil da OCDE.

Processo da entrada do Brasil na OCDE

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De acordo com artigo do Comex do Brasil citado, o longo relacionamento do Brasil com a OCDE vem rendendo diversos frutos:

“Atualmente o Brasil já aderiu a 82 dos 253 instrumentos normativos da Organização e solicitou a adesão de outros 65. Trata-se do país não-membro com maior participação em instrumentos da OCDE. Além da adesão de diversos instrumentos, o país participa de aproximadamente 30 foros e instâncias da Organização, entre comitês e grupos de trabalho relacionados a temas como: comércio, investimentos, agricultura, governança, educação, proteção do consumidor e tributação.”

A manifestação dos EUA favorável a entrada do Brasil na OCDE como membro pleno incluía reconhecimento aos esforços do governo em reformas econômicas. Após a declaração, o ministro da Casa Civil do Brasil se reuniu com Encarregado Interino de Negócios estadunidense para agradecer o apoio do país norte-americano. 

Em seguida à reunião, o ministro comentou que o processo de entrada pode se prolongar por aproximadamente 3 anos. Para torná-lo mais ágil, ele também anunciou que o governo criará uma secretaria dedicada às relações do Brasil com a OCDE e com os países-membros do grupo. 

Segundo matéria do Comex do Brasil sobre a declaração do ministro, o objetivo “é buscar cada um dos passos de acreditação para que o Brasil, no mais curto espaço de tempo, possa ser membro desse time, que é o time que vence no mundo”.

Vantagens da entrada do Brasil na OCDE

O artigo do Comex do Brasil sobre a OCDE ressalta que a presença brasileira na OCDE já possibilitou melhorias em políticas públicas brasileiras relacionadas a: 

  • produção agrícola;
  • subsídios;
  • defesa da concorrência;
  • política tributária;
  • investimentos;
  • combate à corrupção;
  • gestão da internet.

A saída do Brasil da OMC e seu atual comportamento de encarar OCDE como prioridade de política externa pode transmitir uma importante mensagem a nível mundial. De acordo com matéria do G1 sobre a entrada na organização, “essa troca indica que o Brasil deixa de se autodeclarar uma economia emergente, e passa a negociar em pé de igualdade com as nações ricas em temas comerciais”.

Além deste, outros benefícios concretos também podem ser garantidos após concretização do processo de entrada no órgão. O Itamaraty destacou em nota sobre apoio dos EUA que a “entrada do Brasil na OCDE será mutuamente benéfica, pois auxiliará o processo de reformas em curso no país e contribuirá para a relevância global da Organização”. 

 

É importante acompanhar os diversos acontecimentos e desenvolvimentos de caráter político e econômico que impactam diretamente a economia e o Comércio Exterior. Além da entrada do Brasil na OCDE, outra questão de mérito internacional também teve destaque no início de 2020. Se trata da renovação e as consequentes mudanças nos Incoterms, conjunto de regras internacionais que padronizam contratos de operações de Comex.

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