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Acordo Mercosul–União Europeia: Da Negociação à Implementação

Tempo de leitura: 12 minutos

O Acordo Mercosul-UE vai reduzir tarifas — sua empresa está pronta para aproveitar?

O Grupo Serpa assessora exportadores brasileiros na adequação a regras de origem, certificações e logística para o mercado europeu.

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Acordo Mercosul–União Europeia: Da Negociação à Implementação

Por Grupo Serpa

No dia 27 de março de 2026, a CNI promoveu o seminário “Acordo Mercosul–União Europeia: um novo capítulo para a indústria brasileira”, com apoio institucional do MDIC e do MRE. Após décadas de negociação e um cenário geopolítico que tornou o acordo mais urgente do que nunca, era hora de ir além da celebração e entender o que esse novo capítulo significa, na prática, para quem produz, exporta e investe no Brasil.

N período da manhã, o primeiro painel contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, da ministra Simone Tebet, do presidente da CNI Ricardo Alban e do presidente do BNDES Aloizio Mercadante, e buscou trazer uma visão estratégica e política do acordo, seu contexto geopolítico, os pilares da política industrial brasileira e os instrumentos de financiamento disponíveis para a indústria. O segundo, com a embaixadora Paula Barbosa, a secretária Tatiana Prazeres, Reginaldo Arcuri e o diretor do BNDES José Luiz Gordon, discutiu temas como a arquitetura tarifária do acordo, os mecanismos de salvaguarda, o capítulo de sustentabilidade e os próximos passos para que as oportunidades se convertam em negócios reais.

Um Mercado de 720 Milhões de Pessoas

O acordo conecta dois dos mais relevantes blocos econômicos do planeta. Juntos, Mercosul e União Europeia reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões. A UE é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com uma corrente de comércio de bens que alcançou US$ 100 bilhões em 2025.

Do ponto de vista tarifário, a abertura é ampla e gradual. A União Europeia eliminará tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, em cestas de desgravação imediata ou linear em prazos de 4, 7, 8, 10 e 12 anos. O Mercosul, por sua vez, oferece liberalização sobre aproximadamente 91% dos bens europeus, com prazos de 4, 8, 10 e 15 anos. Para o setor industrial especificamente, a UE se comprometeu a eliminar 100% de suas tarifas em até 10 anos, com aproximadamente 80% das linhas tarifárias liberalizadas já na entrada em vigor do acordo.

No agronegócio, já no primeiro ano de vigência, 39% dos produtos exportados pelo setor à UE terão tarifa zero. E o acordo, como destacou o vice-presidente Geraldo Alckmin no seminário, “já começa agora, dia 1º, e depois vai fazendo uma desgravação gradual. É uma grande conquista — e o trabalho não acabou, agora que começa.”

Muito Além das Tarifas

Seria um equívoco reduzir o acordo Mercosul–UE a uma questão de alíquotas. Além das trocas de mercadorias, o documento prevê capítulos sobre compras governamentais, serviços e desenvolvimento sustentável, alinhando o bloco às melhores práticas de comércio internacional e padrões ambientais exigidos pelo mercado europeu.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige mais do que celebração — exige cumplicidade com o futuro: “O Mercosul e a União Europeia nos ajuda muito. Não só por causa de 25 anos de discussões e certamente afunilamentos e convergências. O que motiva nós todos é aproveitar toda essa relação comercial e de investimento que o Brasil tem há séculos com a Europa.”

Alban também destacou a importância das compras interempresas facilitadas pelo acordo: “O acordo do Mercosul e União Europeia prevê a facilitação das relações intercompras, que são fundamentais. Aquelas relações que até hoje não existiam em bases formais.”

O Contexto Geopolítico Favorece o Brasil

O mundo vive um momento de reconfiguração acelerada. A escalada protecionista americana, com tarifas que chegaram a 50% sobre produtos brasileiros, evidencia a fragilidade de depender de um único mercado. Mesmo nesse cenário adverso, as exportações brasileiras totalizaram US$ 337 bilhões em 2024, com recorde histórico de US$ 181,9 bilhões na indústria de transformação — o maior valor desde o início da série histórica em 1997.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, foi enfático ao situar o acordo nesse contexto geopolítico: “O governo Trump foi uma ruptura em relação a um cenário multilateral que já vinha perdendo relevância. A União Europeia também foi atingida por esse processo — e acho que isso despertou um sentimento histórico. Os ativos de investimento no Brasil ainda são predominantemente europeus. Nós temos uma grande oportunidade nesse cenário de buscar essa aproximação, que é fundamental para o Ocidente.”

Enquanto algumas economias apostam no isolamento como proteção, o Brasil sinaliza o caminho oposto. A ministra Simone Tebet resumiu com precisão: “Quer ir rápido, vá sozinho. Quer ir longe, vá acompanhado.” E foi além, reforçando o caráter estratégico do momento: “Este acordo é mais do que uma escolha econômica. Nós não temos escolha. É uma questão de necessidade estratégica para o Brasil.”

Uma Janela de 10 Anos

A ministra do Planejamento trouxe ao debate uma perspectiva que vai além do acordo em si. Com dados do IBGE e do IPEA em mãos, Tebet foi direta: “O Brasil tem uma janela de oportunidade muito curta se fechando. O prazo máximo para tomarmos as últimas e definitivas decisões envolvendo energia limpa, terras raras, minerais críticos, desburocratização e avanço das reformas é uma década. Nós temos 10 anos para destravar o Brasil — porque o Brasil está envelhecendo muito mais rápido do que imaginávamos, e estamos ficando velhos antes de ficarmos ricos enquanto nação.”

Nesse contexto, ela apontou três pilares que, juntos, criam condições inéditas para a indústria brasileira: “Pela primeira vez, com a reforma tributária, a Nova Indústria Brasil e o acordo Mercosul–UE, temos condições de fazer com que a indústria brasileira alcance, no patamar de participação do PIB, o que já acontece nos países da OCDE. Sem indústria forte não há emprego, não há renda, não há diminuição da desigualdade social.”

A Nova Indústria Brasil e as Seis Missões

O acordo chega em momento de rearticulação profunda da política industrial brasileira. O vice-presidente Alckmin apresentou as seis missões da Nova Indústria Brasil — e a lógica que as une é clara: agregar valor, gerar tecnologia e exportar com mais inteligência.

Agroindústria: o Brasil lidera em produção agropecuária, mas ainda exporta commodities onde poderia exportar valor agregado. Alckmin ilustrou: “Quanto custa um quilo de carne de porco? R$ 25,00. Quanto custa uma válvula aórtica feita com o pericárdio do porco? R$ 70 mil. Isso é indústria. Nós não vamos passar de renda média para renda mais alta sem tecnologia e indústria.”

Complexo Industrial da Saúde: com a mudança demográfica acelerando a demanda, a meta é produzir 70% dos medicamentos e equipamentos consumidos internamente — e começar a exportar insumos farmacêuticos ativos que hoje são importados.

Infraestrutura: investimentos recordes em rodovias, aeroportos, ferrovias e mobilidade urbana, com modelos de financiamento que desoneram os balanços das empresas e viabilizam obras de grande escala.

Transição Digital: atração de data centers e avanço em soberania digital, com aprovação do Redata em curso no Senado.

Transição Ecológica: o Brasil detém vantagens únicas — etanol na gasolina, biodiesel no diesel, frota majoritariamente flex e produção crescente de veículos híbridos pelas principais montadoras. O combustível de aviação sustentável (SAF) é outra frente em que o país figura entre os poucos com capacidade real de produção global.

Defesa: a Embraer exemplifica o potencial. Alckmin destacou que “só essa semana, a Embraer vendeu 47 aviões” e que a Latam encomendou 74 aeronaves da fabricante brasileira — fato histórico para a aviação nacional.

Financiamento: O Elo que Fecha a Cadeia

Oportunidades comerciais sem crédito competitivo não se convertem em negócios. Mercadante apresentou os números do BNDES com precisão: entre 2023 e 2025, BNDES e Finep aprovaram R$ 71,5 bilhões para projetos de inovação no âmbito da Nova Indústria Brasil — resultado 321% superior ao ciclo de 2019 a 2022.

O presidente do banco foi além dos números ao defender o papel estrutural da instituição: “O banco público, com 3 mil funcionários, teve o segundo melhor resultado de todo o sistema financeiro. Cada servidor do banco gerou um resultado de R$ 9,2 milhões. O servidor público, bem pago, bem liderado, com gestão, entrega muito para a sociedade.” E esse resultado, ressaltou, retornou integralmente ao equilíbrio fiscal — R$ 60 bilhões transferidos ao superávit primário em três anos.

Para apoiar especificamente as oportunidades abertas pelo acordo com a UE, um protocolo com o BID foi firmado para financiar empresas que queiram transformar acesso tarifário em contratos reais. Ao final do seminário, Mercadante anunciou mais R$ 10 bilhões com taxa TR de 6,5% ao ano — R$ 7 bilhões para equipamentos 4.0 e R$ 3 bilhões para máquinas e equipamentos verdes.

Alban também cobrou que esse esforço se irradie além do BNDES: “Não podemos permitir que apenas o BNDES seja comprometido com essa possibilidade de dar competitividade. Temos que radiar isso para o sistema financeiro. O custo financeiro é um dos piores custos do Brasil.”

26 Anos Que Não Foram Lineares

A embaixadora Paula Barbosa foi direta ao situar o processo histórico: “Nós falamos em 26 anos de negociação, mas na prática esse não foi um processo linear, de modo algum. Foi um processo de idas e vindas, de congelamentos vários, de muitas gestões para retomada. De negociação efetiva, de rodadas, de texto, de disciplinas, de listas de oferta, nós tivemos, na verdade, 14 anos — com 45 rodadas de negociação.”

A embaixadora destacou que o acordo nasceu de uma lógica geopolítica, não apenas técnica: “Nós estávamos lançando a ALCA, que vinha com apetite grande de disciplinas mais avançadas, e nos pareceu muito importante, como Mercosul, fazer essa aproximação com a União Europeia para contrapor esse peso que viria dos Estados Unidos.” O mesmo raciocínio valia para o lado europeu, que temia perder espaço nas Américas.

O processo passou por longos congelamentos — em 2004, em 2012 — e só se concretizou quando, pela primeira vez, houve o que a embaixadora chamou de “casamento entre o técnico e o político”: um pacote negociado sólido que encontrou, ao mesmo tempo, vontade política de ambos os lados para fechá-lo. Esse momento foi criado, em grande parte, pela crise geopolítica internacional: “Há uma quebra geral de paradigmas geopolíticos e diplomáticos, uma sensação de grande insegurança, e isso gerou uma premência para os países firmarem novas parcerias, diversificarem suas pautas comerciais, reduzirem a dependência de um único parceiro.”

Ela também apontou um desequilíbrio crescente que o acordo ajuda a corrigir: “A China hoje tem o dobro da participação da União Europeia na nossa balança comercial. Esse acordo pode fazer um reequilíbrio desses pesos — e isso é muito bem-vindo.”

O Que o Acordo Realmente Contém

A secretária Tatiana Prazeres trouxe os números e os mecanismos com precisão. Do lado europeu, a oferta é mais abrangente que a brasileira: “Estamos falando de 96% de tudo que os europeus compram do Brasil com cobertura tarifária. O que está coberto por cotas representa apenas 5% do que vendemos para a União Europeia.” E a desgravação europeia é frontcarregada — concentrada no início do cronograma. Na prática, cerca de 10 mil produtos já entram em vigor com a abertura do acordo em 1º de maio, com metade deles passando imediatamente a tarifa zero.

Do lado brasileiro, o cronograma é o oposto: “Cerca de metade de tudo que o Brasil importa da União Europeia terá imposto de importação zerado com 10 anos ou mais da entrada em vigor do acordo.” Isso significa tempo para que a indústria nacional se adapte à nova realidade competitiva.

Tatiana também fez questão de detalhar os mecanismos de proteção que foram negociados: exclusões de setores sensíveis, cotas para produtos como lácteos e fórmulas infantis, desgravação de veículos eletrificados em 18 anos, híbridos e novas tecnologias em prazos ainda maiores, e um mecanismo inédito de reequilíbrio geral do acordo — que permite a qualquer das partes tomar medidas corretivas caso se sinta prejudicada. “Nós somos muito convencidos de que o acordo contempla instrumentos para lidar com eventuais dificuldades.”

Um ponto de destaque foi a mudança no capítulo de compras governamentais. Setores sensíveis foram retirados da oferta brasileira — incluindo, integralmente, as compras do SUS — preservando o espaço para política industrial onde o governo considerou essencial.

Salvaguardas: O Instrumento que Protege a Indústria

Uma das discussões mais relevantes do painel girou em torno das salvaguardas bilaterais — o mecanismo que permite ao Brasil suspender cronogramas de desgravação ou restabelecer tarifas caso haja um surto de importações que cause prejuízo grave à indústria nacional.

Tatiana foi clara sobre a posição do governo em relação à regulamentação europeia do mecanismo, que gerou preocupações: “A regulamentação que os europeus fizeram do capítulo de salvaguardas não nos agrada. Mas o problema se materializa quando a União Europeia vier a conduzir uma investigação a partir de parâmetros que, na nossa visão, podem violar o que foi acordado. Quando isso acontecer, nós temos instrumentos para responder.” A postura do vice-presidente Alckmin diante da polêmica foi emblemática: “Esse é um percalço — nós sobrevivemos a vários percalços ao longo dessa negociação. Não é agora que vamos abrir mão de todo esse esforço.”

Do lado brasileiro, o governo publicou um decreto regulamentando as salvaguardas bilaterais e abriu, no mesmo dia do seminário, uma consulta pública para que o setor privado se manifeste sobre como deseja ver esse mecanismo regulamentado. “Nós estaremos prontos para implementar esse mecanismo, caso haja necessidade por parte da indústria. O setor privado pode provocar o governo para que eventualmente uma medida de salvaguarda seja adotada.”

Sustentabilidade: O Brasil Transformou uma Ameaça em Ativo

Um dos pontos mais reveladores do painel foi a história do capítulo de desenvolvimento sustentável. Tatiana explicou como o Brasil reverteu uma demanda europeia em vantagem estratégica: “Esse tema começou como uma demanda europeia, porque afinal de contas precisava de garantias sobre desmatamento. E o Brasil conseguiu reverter essa demanda num ativo estratégico para a conclusão do acordo em bases melhores para o país.”

O resultado foram conquistas concretas: o reconhecimento e uso dos dados brasileiros na implementação de restrições ao comércio, o compromisso de que barreiras comerciais com base ambiental precisam ser fundadas em ciência, e um prazo de um ano após a entrada em vigor do acordo para que os europeus facilitem o acesso preferencial a produtos sustentáveis brasileiros — uma negociação que começa agora. “Nós estamos em uma posição melhor em relação às preocupações do mercado europeu sobre sustentabilidade com o acordo do que estaríamos sem ele. O acordo nos coloca em uma posição diferenciada e cria mecanismos institucionais que obrigam o outro lado a dialogar conosco.”

Para empresas que já investem em descarbonização, em processos mais limpos e em práticas ESG, esse capítulo é um diferencial competitivo real no acesso ao mercado europeu.

O BNDES Como Alavanca da Competitividade

José Luiz Gordon, diretor do BNDES, trouxe a perspectiva do financiamento — e os números da semana: “Foram 25 bilhões de reais colocados à disposição do setor industrial. Quinze bilhões pelo novo Brasil Soberano, com foco em setores afetados pela instabilidade geopolítica e relevantes para a balança comercial — fármacos, setor químico, fertilizantes. E mais 10 bilhões em nova linha com taxa de 6,5% ao ano para aquisição de máquinas 4.0 ou máquinas verdes.”

Gordon foi direto sobre o problema de fundo: “O último estudo sobre a idade média do parque fabril brasileiro já tem 10 anos, e mesmo assim apontava 15 anos de defasagem. Se a gente não trabalha com modernização e atualização do parque fabril, não conseguiremos ter competitividade dentro de um cenário de competição que existe globalmente.”

O diretor também destacou o diferencial verde do Brasil como argumento de atração de investimentos europeus: “Se vocês querem fazer pesquisa e desenvolvimento verde, vocês têm que fazer aqui no Brasil. Nossa matriz energética elétrica é majoritariamente renovável. Daqui vai sair a IA verde, daqui vai sair uma série de produtos verdes desde a sua origem.” Ele citou casos concretos — o Centro Global de P&D da Bosch transferido da Alemanha para o Brasil, montadoras europeias desenvolvendo tecnologia de veículos híbridos flex em solo brasileiro — como sinais de que essa integração já está em curso.

Na área de biocombustíveis, Gordon foi além: “O Brasil tem total condição de expandir sua capacidade produtiva e ser um grande exportador de biocombustíveis para o setor automotivo, aéreo e de navegação. Isso pode ser muito importante para descarbonizar a economia global.”

A Indústria Precisa Se Enxergar no Acordo

Reginaldo Arcuri, à frente da Coalizão Empresarial Brasileira — que reúne cerca de 110 entidades e foi o canal permanente de interlocução entre o setor privado e os negociadores ao longo de todo o processo — resumiu o desafio que vem agora: “A palavra para fazer política industrial é coordenação. Você pode ter o modelo que quiser — se não tiver uma coordenação eficaz e cotidiana, primeiro dentro do governo e do governo com o setor privado, você não aproveita as oportunidades nem enfrenta os desafios.”

Arcuri também chamou atenção para uma questão que vai além do acordo: “O presidente Alckmin falou uma coisa absolutamente essencial — nossos países estão de costas uns para os outros até hoje. A ideia do Mercosul precisa de atenção, de energia, de ação. Se não tivéssemos uma união aduaneira como o Mercosul, imperfeita e perfurada como ela é, não estaríamos fazendo um acordo com outra união aduaneira.”

A mensagem final de Tatiana Prazeres sintetizou bem o momento: “Vivemos a virada de chave do acordo Mercosul–União Europeia. Para que as oportunidades previstas no acordo virem negócios, é necessário que o setor privado se enxergue no acordo. É necessário que cada empresa entenda quando o seu produto desgrava, quando o seu insumo desgrava, como esse acordo permite vender, participar de compras públicas na Europa, o que ele traz sobre sustentabilidade. Contamos com vocês para isso.”

O Que Fazer Agora

A CNI já disponibilizou três materiais práticos para apoiar essa transição: um manual geral com linguagem voltada ao setor privado, uma cartilha sobre regras de origem e um guia de compras governamentais com o panorama das ofertas e as oportunidades de acesso ao mercado europeu.

Link: https://www.portaldaindustria.com.br/publicacoes/2026/1/manual-do-acordo-mercosul-uniao-europeia/?utm_source=qrcode&utm_medium=telao&utm_campaign=mercosulue26#

A embaixadora Paula Barbosa encerrou apontando que o acordo não é um destino, mas um ponto de partida: “Estamos negociando com o Canadá, com os Emirados Árabes Unidos, com a Índia, reabrindo o acordo com o Vietnã, em diálogo exploratório com o Japão. Essa troca com o setor privado segue sendo essencial para dar direção ao governo sobre quais são os melhores mercados em que deveríamos focar.”

O acordo está em vigor. Os instrumentos de proteção estão regulamentados. O financiamento está disponível. O que falta, como disseram todos os painelistas de formas diferentes, é que cada empresa encontre o seu lugar nesse novo mapa — e comece a agir.

O potencial do acordo só se concretiza quando vira negócio.

O Grupo Serpa está à disposição para conversar sobre como alinhar sua estratégia empresarial às oportunidades abertas pelo novo cenário comercial e industrial brasileiro.

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